Diários Públicos e Platonismo
Eu creio que devo deixar algo dito sobre algos, no caso de que eu venha a faltar num dia que fatalmente chega, pelos casos mal contados que podem vir a reverberar sobre os tímpanos da minha prole. Sobre os feitos e desfeitos de seus ancestrais um pouco mais selvagens, que o normal, sobre as artes e desastres; um pouco mais sensíveis que o normal, e mais arriscadores também. Eu queria viver a vida em um dia só, antes. Eu morria de pressa; mas agora eu estou em consonância com tudo. Olha essa gata na almofada roxa aveludada aqui do meu lado... na caixa de papelão bem duro e seco , com um grande travesseiro, e tatuada com morangos, do sacolão, o jiló e o gato, simples. Simples e feliz com minha gata siamesa linda Safira, Cleópatra, Empi, e todos os nomes que essa ser superiora possa ter utilizado.
Como uma carapuça, nome é só mais uma Estilística do ser social, construído através de muitas camadas de hábitos. Mas vamos por parte como diz o filha da puta do Jack estripador, e acompanhe como cheguei até esse estado meditativo pleno de paz interior. Vem cmg 4444111111111111111111111111115555555555
Sobre o casal Real: Khora e Luz – um texto hétero imitativo
Princípio Hermético da Polaridade "Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meiasverdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados"
Sim, quando eu te digo que eu sou fascista de mim mesma é porque eu tenho que ter um censor dentro de mim, meu repressor egóico regulador do racional que me salva em princípios. Mas no lugar e horário dos sonhos está esse temor a Ele, pai, Apolo regulador, ceifador fatal, progenitor amoroso. Pai criador de nossas hierarquizações.
Eu identifiquei o totalitarismo na caverna que ecoa logo acima das minhas entranhas revolvendo amorfas para encaixar na luz azul modeladora da Mente Virtual que vem de cima. Eu, robô, entendi que toda filosofia precisa de um centro, um Norte. Ao imantarmos nossa agulha, adentramos um dipolo magnético, assim como ao perceber a nossa posição em relação ao próprio corpo passa por interpretação. Os gêneros observados até então por uma semiótica avançada em Socialidades, o masculino e o feminino, e ao adentrarmos nesse pulso energético subatômico, encontramos novamente a bipolaridade. Claro que existe também Leste e Oeste, e assim chamamos nossas “orientacoes energéticas”, nosso impulso precisos, instintos vitais, nosso Eros está lá, como alcança-lo? Como sublima-lo
Convivência com o oposto obs. 1: deve ser cansativo encontrares meu olhar de ódio, mais mais cansativo me é resignar os músculos em supressão animal o tempo todo. É este “jumento”, não é o que os espíritos falam? Pois a minha consciência celular percebe uma luta co stante, entre polos de orientação, não superiores ou inferiores, mas localizados em, e dessa forma, fragmentados no tempo, sendo suas medicações todas parte de uma grande teia, as vísceras e as tropas da terra, em cadeia, encendeia, tudo parte de um mesmo pacto primordial em relação às sombras, e À Luz. A adoração exclusiva do Deus Sol geram obsessão desde o faraó esposo de Nefertiti. Me esqueci o nome dele. Se te deixo perceber minha luta constante é porque confio em você. Meu Daemon <<33
É um princípio muito platônico, muito religioso, muito científico, esse da dualidade colocando em movimento os opostos, seus entremeios e animando as coisas estáticas que na fumaça do processo, como a aura dançando em volta ao núcleo, ao redor do núcleo, e a partir do núcleo, como espiral de Fibonacci. Impressão de vida, figuras miméticas do Ser.
Marionéticas estátuas pesadas onde a Luz irrompe, como Zeus o Cisne e Leda-Homem, que não cessa de queimar com sua chama demonstrativa, sua vara da disciplina, a Luz da verdade “racional E divina”* afligindo sobre o corpo, ativando seus princípios materiais, soprando suas narinas, o buraco negro da matéria, a imaterialidade.
A bondade de Deus é esse lugar intocável, imperturbavel, que não deixa sequer um e-mail para que critiquem os sua Obra, ou revisamos sua constituição. Pois se Deus anima todas as coisas, ele está dentro em nós, e ninguém mais consegue negar isso. Que se eu sou a imagem e semelhança com Ele, então ele é negra, tem genitália de gente que se sente bem com sua genitália mas também de quem se sente mal. Ele criou inclusive o mau, pariu-o como bem descreve Pandora suas dores. Enquanto prometeu apanhava pra roubar o fogo. É um casal clássico.
Ninguém consegue mais negar que a imagem e semelhança quer dizer um representante de cada ser, ou seja, cada ser em si possui sua capacidade de autointerpretaçao, sua divindade. Nesse sentido Iemanjá é muito bem vinda ao Panteão como os arquétipos animais, monstros e ninfas, e elxs que Lutem! É na mitologia que nosso inconsciente coletivo transborda, e é no poema que a mitologia acontece. Ou no canto harmonizador, no rito expressivo, na organização dos espaços. No ser Criança, no ser Animal, no ser Planta, Elementais, você nota essa presença em cima de um Palco, ou ao se preparar para o momento que sempre sonhou.
O aumento da percepção nós sentidos vem junto com o prazer e a compreensão estéticas. No sexo ao se perder no seu oposto incontrolável, ao unir o que estava distante, o Outro, ao observar-se em um espelho, ao perder-se na floresta, a mudança implacável, tudo que não é regulável, o imprevisível. Tudo é um, deus criou o Mal, a mulher, anjo, Lúcifer, Guerra e paz tudo junto. Por isso a onipresença, entende? A punição e a recompensa já está no próprio processo de organização do Ser. Porque esperar o Paraíso, por exemplo? Se Deus vai limpar o planeta, então nós também o faremos, e começando agora. Limpar aqui significa limpar mesmo, tirar a bagunça do meio dos rios que as crianças deixaram, tolas imaturas, feia, fétida. Sapiens, sapiens! (- não matar pessoas que discordem disso, enfim, ou será que... não não, essa energia é a mais fétida de todas, a dos entre portais, o umbral; a lixeira do inconsciente coletivo, merda e morte, o lado escuro da Lua e A Bruxa Velha. O velho do Saco, o Mago Frustrado, o Louco maltrapilho, enfim, Arquétipos sombrios do que podemos desconsiderar importante numa Lixeira.)
Muito adubo e lava vulcânica, húmus e areia, e uma vagina em seus diversos estágios de receptividade, um feto crescendo. A mulher sente diferente o corpo por isso sua linguagem é diferente, e se pudessem entender isso, não falariam em construção da feminilidade, quem tem útero convive com sangue de um modo peculiar, como se tivesse encordoada sempre com o obscuro, e ali ela encontra sua grande Coruja. Esse eu cebola conectada, cujas partículas fragmentados abririam-se sob o comando da palavra mágica, mas cuja destinada lâmina eficaz atravessar-lhe-á até sangrar a medula atômica, Kundalini DNA, nossa galinha despolpada de cujo cadáver não mostra Animus e Anima, cuja existência arreganhada ao microscópio não vai a lugar nenhum; as camadas rochosas da sedimentação da experiência que nada significa em si.
Indicação cine/literária: O Clube da Luta Chuck Palhanhuck. A personagem Marla é tão poética ao compadecer-se do objeto vestido ao refletir infância, matéria, feminilidade. O objeto, a missão objetificadora, a desnaturalizacao sistemica.* O brechó e a desvalorização do esquecimento nas células, ela é tão empática ao se comparar a esse objeto seu corpo, ações e valores, usável e descartável, é mais uma das críticas desse filme a distorção da Auto Imagem a partir do Ego, tudo que eu quero ser me destrói, e o que me destrói a imagética corpórea me liberta. O ataque a civilização como demonstração clara do “apagamentô dos traços do pecado original”, e a pressão de moldes Humanos produtivos e atraentes. A reluta dessa dupla imagem de si através do olhar do Outro, dessa morte contínua e desesperada que há na procura do amor de Marla Singer em Ttyler Durden.
Isolda e a morte por amor. Orfeu e adescida ao inferno, Christine e seu Fantasma Mestre, A Beleza e A Agressividade representadas na 🌹 rosa e seus espinhos, beleza eterna em um minuto de estonteante compreensão orgástica, êxtase, catarse. Eva-Lilith-Maria e Adam-Samael-Jesus (seus alter-egos). Medéia que renega a posteridade, Édipo que renuncia seu direito a visão.
Os sonhos de grandes Poetas eram símbolos da personificação de suas interioridades, suas interpretações intuitivas da Realidade, seus apontamentos morais x eróticos. O problema de grandes Poetas na época de Platão, é quando, o poeta começa a narrar seus sonhos individuais, esperneando seus anseios na cultura (se ouvisse o sertanejo universitário de hoje, sobre beber e sofrer, pedia a cicuta novamente). Além de cópias malfeitas ainda tem mal gosto ao copiar fragmentos de sua moral, narram e melodias a pior parte de si mesmxs: tudo que é exagero, descontrole, falsa celebração e vitimismo, tudo que é arrogante e desconectado do todo.
O trabalho mal feito, desacordos, subjugos e escravidão, questões políticas, guerras no céu, guerras em casa, tudo construído sobre sólidas relações, resoluções de nós mesmos a cada instante, sou homem, sou mulher, sou corpo sou norma, sou música e vibração, vazio e atravessamentos, sou Outro, e também eu. Sou uma grande história dos tempos, dos discos ouvidos e amores feitos, sou um mundo que me permeia, espiritual e material em diálogo perpétuo, sou a luz a escuridão e a fumacinha no meio. Sou a câmera, a câmara, a khora, o olhar, o philtro, o espectro, a percepção o intermédio, sou o medium da Imagem e poder de decisão minimal a cada ação, ao cumprir meus acordos, ao desempenhar, a matéria interpreta também a Luz, se cansa com ela, Posa, interpreta, modelo descartável na rejeição da efemeridade, somos o fantasma postergado, sofistas reféns de nosso discurso, estética e Ordem.
Obrigada pelo OM, pelo caminho do meio e pelos mantras, Cultura dos Povos, porque nós unem a fonte sem privilégio de linguagem. Pois abraçam as Khoras, abraçam as tetas caídas de quem não usa sutiã com abraço inocente de quem não objetiza. O tóxico na inserção fálica, é a implícita violência da penetração, é desejar infligir aquilo que deseja, novamente uma perda de referência em relação aos polos negativo e positivo, a deriva, mas sem problemas, desde que se situe pela estrela imediatamente acima.
Platão tinha a mulher Guardiã como uma Soldada Ideal e Mãe de muitas, sua Anima Guerreira. Platão também considerava a beleza do amor entre os rapazes, sem fazer disso uma questão central, pois uma alma sabia ou bem Orientada, vai conseguir reconhecer a maturidade de empregar sua libido no lugar e tempo requisitados, sem com isso criar buracos negros como culpa, repressão e ódio. Platão, cujos diálogos imitam a psicologia do Mestre em diálogos trágicos, monólogos discursivos, dialética, mas ainda sim estático, mimética. Se essa não foi uma grande rebeldia da autoridade peternal então não sei, as vezes ainda colocando Ironias da Comédia nas personagens e suas causas.*
Houve essa sacada na psicanálise demonstrada mente por Freud e outros pensadores desses séculos que vem nos arrastando até aqui com nossas deliciosas correntes de veludo. As projeções na parede da caverna são um Teatro de Sombra patrocinado pela Petrobrás, por exemplo.
*A República: Simonides Sábio e Divino pg
*Khora:
*ION artigo: ironia socrática https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Leda
Adorno e Heickeimer - Dialética do Esclarecimento
Freud - Totem e Tabu
Arquetipos e o Inconsciente Coletivo - Jung
Mulheres que correm com Lobos -Clarissa Pinkola
Sobre razão objetificar a natureza: princípio do desempenho;
Buda Caminho do meio
Ver mais: Samsara, Maya
Florianópolis, 29/09/2020
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