Diversidade 1 - reflexões para "Experimentárix"
Diversidade
Tal conceito só é possível depois de atravessarmos um túnel de imagens muito rápidas do mundo,
através de camadas imagéticas nunca antes alcançadas, para se infiltrar nós átomos, adentrar o ventre, da mente ao Espaço. O emudecimento dos soldados Pós Guerra, a perda da capacidade narrativa, a Contracultura a semi-cultura, A Grande Cultura da nossa polis Ocidental
Celebração, Cidade empresa de diversão. A genealogia anti-ciencia, anti-historica, anti Arte. O resgate da ecologia feminina, do "two Spirit", da intuitividade e do Originário, das Deusas e povas e, é claro A descolonização do pensamento branco, autoritário, racional, Europeu, patriarcal.
"A filosofia representativa da civilização Ocidental desenvolveu um conceito de razão que contém as características dominantes do princípio de desempenho.
Contudo a mesma filosofia termina na visão de uma forma superior de razão que é a própria negação dessas características nomeadamente receptividade contemplação fruição do prazer."
O esclarecimento passa desencadear a diminuição dos traços do pecado original. Porém segundo Adorno dialética do esclarecimento
"Os deuses separam-se dos elementos materiais como sua suprema manifestação de agora em diante o ser se resolve no Logus que com progresso da filosofia se reduz a mônada mero ponto de referência e na massa de todas as coisas e criaturas exteriores a ele... Destruídas as distinções o mundo é submetido ao domínio dos homens. Nesse estão de acordo a história do dia da criação e a religião olímpica... Perante os deuses só consegue se afirmar que se submete sem restrições."
Orpheu e Eurídice - Entremundos
Jean-Baptiste Camille Corot. Orfeu guiando Eurídice do submundo, 1861
Herbert marcuse e sua meta psicologia social antropológica retoma a teoria freudiana dos instintos, o princípio de prazer versos a restrição de ordem moral do ego.
A percepção de que a sociedade afluente geradora de bens de consumo individual em detrimento do público, da publicidade que provoca criação artificial de necessidades, crédito, sociedade de consumo e o princípio de desempenho, chega ao conceito de "mais repressão" social gerada no desenvolvimento das sociedades hierarquicas, vigilância e controle público da existência privada geram a culpa da decência dentro da atitude íntima e doméstica. Com a coisificação do corpo, prazeres libidinais pedem alterações radicais eróticas frente a repressão do ego e da produtividade.
"É a mais soturna indiferença o que devem aprender antes de tudo os modelos e os astros da pornografia: nada mais demonstrar a não ser o demonstrar (isto é, sua absoluta integração com os meios de comunicação)." 59 Agonia do Eros
Marcuse questiona se é possível um princípio de realidade não repressivo revisando as contradições insolúveis do instinto versus sociedade nas obras de Freud "Mal-estar na Civilização e "Totem e Tabu".
Para Freud em sua identificação do caráter histórico dos instintos, não existe estrutura e instintiva fora da estrutura histórica.
Foucault genealogia
A sugestão do autor é um modo de realidade onde o labor é saudável e condizente com a imaginação fértil do homem. Mas, se os instintos fossem "liberados", a Cultura não implodiria?
O arquétipo do homem libidinal conexão com a natureza Orpheu, o poeta cantante do Olimpo, representa a reconciliação erótica o homem com a natureza, seu animus abandona-se em busca da união com anima, em uma atitude estética onde a ordem é a beleza e o trabalho é atividade lúdica.
Prometheus e Pandora - O sujeito de desempenho e "As Grandes Recusas"
Prometheus rouba o fogo técnico dos Deuses e distribui para download. Pandora abre uma propaganda Pop UP que obviamente era vírus. Merchandising é a armadilha do tropeço trágico.
A redenção através da estética é uma proposição de vida criativa e trabalho não alienado, ao invés de subserviência ao stablishment que "protege contra a razão as aspirações de realização integral do homem e da natureza as quais são representadas na esfera da fantasia, as imagens irracionais de liberdade tornam-se racionais e as profundezas vis da gratificação instintiva assume nova dignidade.
A cultura do princípio de desempenho curva-se perante as estranhas verdades que a imaginação mantém vivas no folclore, nas lendas na literatura e na arte foram apropriadamente interpretadas e encontram seu lugar legítimo no mundo popular e acadêmico". 146
Eros e Psiquê - "Corpo é o Motor da Obra"
"Eros cria Cultura em sua luta contra o instinto de morte." 104
Para Byung Chul-Han, o Eros irrompe do Narcisismo para a Alteridade, o incontrolável, o que Sócrates chama Atopos, sem lugar, em comparação ao heterotópico, de Foucault.
Mas para Marcuse, Narciso já é apaixonado pelo Outro, o Eros, e esse amor o arranca da cadeia de produtividade.
A questão da sensualidade como ladra de tempo é a mesma questão sobre o princípio de prazer estética.
A percepção sensorial que desde a ontologia sujeita a aparência a mera cópia do Real. A opinião, no campo das aparências da linguagem, ficaria restrita ao mundo efêmero das hipóteses, e portanto banida da realidade junto a conjunturas materiais orgânicas ou mecânicas.
Não por acaso a efemeridade é associada a deidades femininas elementares e sua simbologia lunar ou cíclica (Patcha Mama, Durga, Ísis, Inana, Hécate), assim como a espontaneidade e o lado esquerdo, lúdico, do cérebro. O sagrado feminino junto ao direito das mulheres abrange uma série de pesquisas da ancestral e espiritualidade feminina, suprimida pela sociedade patriarcal. A figura das bruxas, no conto de fadas, é revista e analisada conforme sua real função no processo de integração para com a natureza
Narciso
"ó formas divinas perenes paraíso a se recriar fluir fuga tempo habita sobre a aparência e aperte da lua ergue seu espelho até o fundo dos segredos na fonte extinta."
Se a época de Platão a ontologia perscrutava o interior das camadas do ser, eu posição ao negativo ou não existente os objetos as forças que o animal estavam no entre abaixo e acima porém evitando-se certas beiras onde encontra-se a sombra. O não lugar é chamado no budismo de Roda de Samsara (ilusões), e também na Sociedade Transparente (Byung Chul), onde o mundo objetificado torna-se Museu, e o sujeito de desempenho "escraviza-se a si mesmo", apegado ao mero viver.
"A musealização e exposição das coisas aniquila precisamente seu valor cultural em valor do expositivo".
Nesse sentido veríamos o sujeito "do desempenho" tornar-se "sujeito-informação" e sua rede conectada através de pontos históricos. na psicologia a pergunta volta-se ao ser humano como reavaliação de sua capacidade de mediar toda a assistência externa através de sua percepção quais fatores inerentes interferem na interpretação da natureza se a razão está validada ainda a posição de comando.
Assim, A revisão psicanalítica do mito de Narciso se mostra peça chave do quebra cabeça psíquico do Indivíduo Midiático. Incluindo a mídia social como "agências tópicas de interação social, representa a competência de uma sociedade, para... a auto observação.
Corpo motor da obra
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