Poéticas de Contágio
Estética
DIVERSIDADE
Pra falar da urgente necessidade da "diversidade", temos de falar também da Crise na Cultura, na Comunicação, e entender a presença de outros termos como Colonialismo e Progresso. E de como a cognição lógico racional na Humanidade dedicou-se a ordenação do mundo físico, onde "a matéria deve ser dominada sem o recurso ilusório a forças soberanas ou imanentes, sem a ilusão de qualidades ocultas."** De Aristóteles a Hegel, o método é a postulação necessária para a Verdade.
Para falar da diversidade temos que falar das coisas não ditas, na grande História, nos pontos de convergência de grandes Mitos fundadores e também alguns fantasmas com os quais nos confrontamos devidamente através da visão de quem conhece bem as realidades paralelas, como a civilização que desenvolveu Video-Jogos. No céu de cada mente, imagens fictícias projetadas, as constelações pairando como a consciência de Cronos, o filho de Urano e Gaia que como bom herói mitológico também perde privilégios paradisíacos.
A retomada da psicanálise sobre a mitologia demonstra a preocupação com uma camada oculta de interpretação ainda não demonstrada pelos arquivos do Esclarecimento. Quantas vozes subjetivas não arrastaram tais mitos até aqui? Quanto material humano inscrito em dna poético, o efeito jornalístico da Obra de arte ao retratar a psicologia social através da Criatividade Manifesta (não nomeio arte pois é um termo inarticulado), para além da linguagem articulada.
(E se para Sócrates isso não cabe, para Platão com certeza a questão deve ao menos ter se apresentado sob a ironia de escrever invalidando a imitação em si. A reprodução objetiva de diálogos um contraponto pós-trágico. Mesmo que tenha copiado cabalmente tal qual datilógrafo adestrado a filosofia do mestre em oratória oracular, não poderia fazê-lo após sua morte, a não ser através do contato com o mundo dos mortos.)
É o esquema trágico, quando o deus indica ao herói ou heroína sua predestinação e o rebelde homem ao não aceitar rompe o trato e desafia o Deus, e então, como punição, sua alma sofre miseravelmente. É preciso encarar os Mitos implícitos, os que somem, talvez principalmente. Muito tem se falado dos fantasma nas discussões modernas em psicanálise e filosofia, phantasie, phantom*; as manifestações de um desajuste do cognitivo lúdico frente ao sistema repressor da própria psique? Mas teria a lógica adotado a estética como suporte para sua sustentação? Ou a lógica tem simplesmente assumido a imagética particular como efeito colateral de sua visão objetificada? As coisas não ditas ou não aprofundadas em diálogos verdadeiros, tem assombrado a tão estimada Cultura?
(vr sobre a redenção do narcisismo)
Dizem que o ser humano mais livre passaria a exibir-se mais, aceitar mais sua natureza. Mas sobre liberdade precisamos falar exclusivamente.
(Ver sobre a guerra dos sexos e a civilização narcisista)
Essa luta é a dos polos cognitivos: o lado esquerdo do cérebro como regulador do pensamento analítico, numérico, lógico, científico e sistemático. O lado direito do cérebro como criatividade, música, arte, mente subconsciente, habilidade de multitarefa, pensamento sintético*. Os "fantasmas" são gerados nas sombras da genealogia* desprezada. Mas esses locais de confronto tem de encontrar a síntese de uma hierarquia harmônica e, quando não o fazem, desequilíbrio é gerado, independente se no indivíduo ou numa cidade inteira.
(Ver cidade individuo a republica)
Além disso, com a apropriação da Matéria pela Racionalidade sem a interferência dos Deuses, a humanidade pode objetificar seu meio, domesticar sua Natureza* afim de uma sociedade Afluente*, e para isso deve totalizar sua sensibilidade, regulamentar os instintos dentro de normas civis e decidir sua política através de sua função social. Esse processo civilizatório tece grandes repercussões na camada simbólica.
(acrscntar dialtica do sclarcimnto)
Para Marcuse, precisa-se a "Redenção do prazer, a paralisação do Tempo, absorção da morte; silêncio, sono, noite, paraíso, o princípio do Nirvana; não como morte mas como vida."*
Realidades paralelas surgem para ampliar a cognição da realidade; cortina de fumaça, holograma e todos os fantasmas "do ser ou não ser", como temática de uma nova Era das Trevas, agora tecnológica. A autocracia da razão modificou o modus operandi da cognição, percepção, acepção do bom e do belo, fruição das imagens e a sensibilidade imbuída no prazer da esteticidade, o parar o tempo, aproveitar a vida.
A gratificação do sujeito deve ser sublimada para algo útil, uma Obra, um produto, senão acumula-se culpa. A fantasia é finalmente vista como a ponta de um Iceberg , no mar gelado da Civilização Racionalista e demonstra em suas manifestações sintomáticas toda a "revolta contra a cultura baseada na labuta sofrida, na dominação e na renúncia" (ou até do flagelo), e vive em uma dimensão sem os "traços do pecado original"*. O mito de Orfeu poeta cantante é readaptado como a nostalgia de integração com a natureza.
ORFEU IMAGEM
Marcuse, "Sobre o Caráter afirmativo da Cultura", explica a excessiva sublimação do sujeito de desempenho*, explicando o processo que demonstrou a ótica do autor torna-se um produto, e portanto a descarga de informação no meio imagético, ligado à percepção estética no ser humano.
"A exemplificação do ideal cultural pela referência à arte tem bons motivos: somente na arte a sociedade burguesa tolerou a realização efetiva de seus ideais, levando-os a serio como exigência universal. Ali se permite o que na realidade dos fatos é considerado utopia, fantasia, rebelião. Na arte a cultura afirmativa revelou as verdades esquecidas, sobre as quais o realismo triunfa no cotidiano. O medium da beleza descontamina a verdade afastando-a do presente."
Os Frankfurtianos (da Escola Alemã) como Adorno e Heickmeir contribuem para a Teoria Crítica da Industria Cultural com a profunda análise da Cultura de Massa em ". Também Benjamin com "A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica", seus trabalhos ampliando a compreensão dos mecanismos de Mídia vinham se tornando totêmicos, e de difícil diagnóstico devido a quantidade de informação, tornando sonâmbulo todo bom cidadão, conectando sua sede de poder ao poder de consumir.
Hoje já ultrapassada essa fase (estamos em uma onde o nó se aperta), conseguimos olha-la sob uma luz não tão ofuscante; o desânimo com a Cultura se mostrou efetivamente, na crítica da concepção artística (uma retomada platônica da figura do poeta), no desenlace da Obra com a Produção (cadeia ordenatória de ações), entrelaço assumido vida e arte desconstruindo o conceito de Obra para propor "situação". Proposição de comunicações diversas, "globais", ecoaram uma discussão sobre o ser e estar no mundo, dando renovado enfoque para simbologias da Arché*(*Origem) típicas como os sintomas da civilização, olhando de cima como quem já visitou o Olimpo, os Mitos ainda estão dentro de nós? Retomamos a linguagem das Cosmogonias, saturados da Episteme. Oh, Musas onde estavam?
A partir de imagens muito rápidas do mundo, A Sociedade do Espetáculo, este tipo de 'Admirável Mundo Novo', tomou solidez e abertura para se infiltrar nas demais camadas onde antes não podia chegar, no Espaço, investigando mais de perto o lugar onde se supunha o divino e agora mais longe na busca perpétua do Poder, até atingir camadas de nível subatômico onde trabalham sugestivamente vibrações inconscientes como as da hipnose. Jung observa, ao notar onde se separam inconsciente coletivo e individual, que também há influências antigas (reverberando, como os saberes).
O texto Gesto Decolonial no Teatro fala do local de ação mostra perfeitamente onde está o "mal estar na civilização", na troca de saberes e relações humanas com o todo, com algo de natural, ao invés de logicamente conectado ao relógio. Quando palavras hegemonia e normatividade vem a mente, o que você vê? Infelizmente sabemos muito do imaginário Judaico-Cristão, Anglo-Saxão e Greco-Romano mas quase nada do nosso Tupi e Guarani, tão próximo, tão rico. Isso só pra dar um exemplo.
Percebemos gigantesca farsa maquiavélica levantada em torno da imposição cultural da Igualdade e Liberdade. Temos nossa ordenação no mundo e nossa individualidade é a mesma da do inteligência criativa do todo. Uma civilização evoluída constrói suas relações de trabalho harmoniosamente, Eroticamente inclusive, como uma civilização realmente emancipada e adulta, e para isso precisamos encarar novamente a lógica de conexão entre racional e natural (divino).
Os saberes subalternos emergem, dando voz à cantos esquecidos da Cultura, a mitologia mesma, a Poesia e o Imortal. Em relação ao devir, o ser humano desejou tornar-se igual aos deuses que criticara, punindo com furor modos de ser que ultrapassem os limites culturais, infligindo esses acordos culturais em fugas estéticas. A civilização tem implícita uma repressão expressiva em zonas psíquicas específicas, relativas ao Eros e tudo que despende tempo e contemplação, fruição da materialidade, para além do hedonismo, a Cultura moderna deve encontrar um ponto de resgate de sua integração com o todo.
Em tais lugares* atópicos, intocáveis, a virgindade ideológica gera uma obsessão da cultura de massa em consumí-la, necessita dela, para troca de "etnoprodutos"*, e codepende, porém de maneira desproporcional na distribuição de recursos, é exploração clara e transparente, porém com discurso de troca e diplomacia. De guerra fria a auto exploração foi rápido.
*lugar - não é termo hegemonico ue prega o nao lugar (museificação turistica, além mundos, virtualidades, construtivismo, viadutos entre Indústrias e demais não-localidades da sociedade pós-estruturalista.
O mito de Prometeu, onde sob ameaça de tortura, flagelo, ele consegue a techné para os humanos. Para Prometeu, Pandora, a caixa mágica, o receptáculo ue tudo dá, tudo tira, tudo possui. Esse mito simboliza a produtividade e implica na domesticação do feminino, do erótico, do impulso, das descobertas mais orgânicas do mundo afetivo e libidinoso, a destruição da natureza é evidente, porém a repressão gera louros: produtividade insuperável. Hesíodo, mito de Pandora; Teogonia (590-93):
Dela vem a raça das mulheres e do gênero feminino:dela vem a corrida mortal das mulheres que trazem problemas aos homens mortais entre os quais vivem,nunca companheiras na pobreza odiosa, mas apenas na riqueza.Hesíodo segue lamentando que aqueles que tentam evitar o mal das mulheres evitando o casamento não se sairão melhor (604–7):
Em Os trabalhos e os dias Hesíodo (60-105), conta outra versão da moça Pandora, moldada de barro, a primeira mulher, presenteada com beleza e "uma mente despudorada e uma natureza enganosa". (A mulher é a curiosidade pelo conhecimento associado ao pecado "Original" em mais um mito).
A observação sobre os traços de como a cultura trata o feminino, vemos o quanto a objetificação da realidade tem aferido a inocência e a utopia ao devir, ou o chamado não-ser, mundo de fantasia ou rebelião do ue uer ue seja por ventura tentado a olhar pra trás. Ao mesmo tempo, a Imaginação se torna o lugar dos desejos e dos afetos, associados ao corpo sensorial e aos prazeres estéticos.
O feminino gera o atrito fundamental e une forma e sentido, em um véu místico e envolvente mostra a aura vinda do outro mundo, ela pode conter toda a repressão do mundo físico, e sofrer manipulação do mundo anímico, a Khora é o receptáculo moldável disponível às Formas do Ser, função intermediária entre os polos possíveis da existência, sob a óptica platônica e de outros filósofos Clássicos. A substância passageira, fenomênica, cópia, a mesma matéria ue abandonamos em nome da Luz, e depois percebemos o uso da materialidade corpórea apenas para estabelecer relação com o mundo passageiro, o vazio, o nada.
A aparência molda para ensinar: os projetores das imagens Da Caverna não preparam a cópia a partir da verdade? O feminino como a distração, o eclipse em relação ao Sol, a aparência enganosa do Ideal prevalente; o alívio, na caverna, é se libertar por si mesmo e caminhar, rumo ao conhecer pleno. Esclarecimento atesta isso: ouse saber, conclamando liberdade, autonomia, coragem. A redenção do Éden, do Paraíso Perdido na Cultura, a Humanidade precisa de um efeito catártico para limpar a Culpa do Pecado Original. A radicalização chega na arte, nas vanguardas, etc.
Dizem ue o artista plasma na terra o mundo da beleza. Com a retomada do mito de Orfeu, Deus grego ue dispõe seu tempo a cantar e tocar cítara, no livro .................. fica claro uando a humanidade declara, precisa de um tempo do trabalho em cadeia produtiva, um respiro de sua mais repressão, e então ao restaurar o equilibro ou colapso. Psiue e Eros devem estar bem instalados em seus lugares na hieraruia racional.
Ao retornar à caverna você se sente confortável, sente o cheiro de infância, o simbolo uterino não nega, lembra-se de tudo uanto ja viveu e morreu. A briga de Apolo e Mársias, também na mitologia platônica, representa a Ordem prevalecendo sobre a Hybris (erro trágico). O interessante na agressividade desse mito demonstra sua Eroticidade, a punição do Sátiro é típica da ordem hieráruica, onde a Ideia deve vencer a matéria constantemente para manter os limites.
A contracultura foi uma radicalização nos mecanismos do sistema onde desvela as Imagens espetaculares, formadas no padrao consumista, e retomando seu lugar pertencente, a vida e seu espaço fora do enuadramento ordenatório, da reprodução em massa, com a aura de Obra tradicional já embalada pra presente. Tudo positivo, eis o sistema da Razão.
A negatividade do Outro inalcansável é uma crise no Amor.*(Byung ??) As realidades virtuais ue pareciam distantes, já se encontram desde o próprio conceito da "mídia", um meio ou ponte para a conexão com algo íntimo e seguro, à reminiscência da beleza e verdade primordiais, a dos sentidos vivos. A crescente dependência dos meios tecnológicos não significa uma tomada dos meios de produção, mas a colonização se tornando autoimposta.
Os saberes rebaixados pela cateuisação da ideologia dominante, da mais repressão*, obrigam a arte a sua desartificação. É a poesia pedindo a entrada de volta à Cidade Ideal, a maneira como os filósofos voltaram a identificar os Mitos, a exemplo da aparição do termo Narcicismo na cultura * e na discussão psicanalítica ue surge da análise dos sintomas da civilização no indivíduo. A cidade e o indivíduo se refletem.
A Verdade estaria associada, hoje, a sua hiper visibilidade, a sua transparência. O autor Byung Chul Han chama esse processo de pornografia*. Forçar a natureza à sua vitalidade para expor em um uadro, tal seria o mundo da atuação, do espetáculo, da propaganda de si, dos likes, da Marca. Esse autor assim como os anteriormente citados, também vem reivindicando a União do Eros com as demais expressões do Saber Humano, a saber: a Ciência, a Religião, a Arte, a Política, ue são interdependentes e afetivas. A retomada dos "Meios" tem a ver com o resgate da nossa Autonomia e Humanidade, para além da Subjetividade, da Aparência, Técnica ou Subserviência ao próprio Meio, há um resgate de Conteúdos, formalizando um grande catálogo da Arché.
Freud sugere uma forma de compensar os desvios da libido das ondas civilizatórias mais repressivas. Atraves da propaganda, o cidadão é incitado constantemente . O jovem da contracultura é filosóficamente urbano uando demonstra radicalmente a banalidade e artificialidade, a violencia de tais espetaculos políticos. Tudo ressoa um alto preço por nosso erro trágico, nosso desrespeito, nossa desmedida, imitar a cultura divina e tomar como nossa, ao dominar o conceito de eu e se assumir como "verdadeira" medida de todas as coisas.
Assim como no mito de Prometeu, a punição pela "técnica", o conhecimento, a habilidade de moldar um mundo conforme sua Vontade teve um preço de sofrimento, assim os escravos modernos levam a civilização nas costas, pagando por toda tecnologia e episteme do outro lado. Porém escravos também auto identificados com alguma marca, de algum modo inseridos na Matrix do design, o fetiche do produto, a aura sendo substituída pelo conceito.
Ouso dizer, Platão, que a poesia já fora redimida quando se descobriu que a filosofia é poética e poesias podem ser filosóficas, talvez não como representante dA Filosofia, mas um agente de diálogo, um Ser disposto a encarar novamente suas Sombras do ser ou não ser.
Marcuse aponta que a civilização ainda não está madura o suficiente para encarar naturalmente sua vida sexual ativa, incluindo o Direito a Sensualidade* (sensu - sentidos), sem confundir com outros instintos associados a destruição e negatividade de todo o Acordo Estabelecido. E soluciona o medo de que a liberação da discarga adicional de energia sensual prejudique a ordem universal, gerando uma anarquia e primivitização, passível de uma extinção do social, e responde: "o próprio indivíduo livre deve originar a harmonia entre a gratificação individual e a universal".
Foucault na História da Sexualidade 2, vai ...
Como disse Kalil Gibran, a validade do conhecimento vem do trabalho|cultivo, ue por sua vez pra ser pleno deve vir do amor, o âmbito de trabalho deveria estar mais flexível a nossa natureza espontânea, dispersa, brincalhona (jogos) e tudo ue envolva a regulamentação do "tempo livre".
"Verdade dos sentidos reoncilia na realidade de liberdade faculdades inferiores e superiores, sensualidade e intelecto, prazer e razão."
Minha contribuição é um olhar psicanalítico sobre “nós” mesmos, temos nos olhado demais?
A psicologia é uma ciência oriunda da filosofia, veio a buscar mais a fundo a auto-reflexão, ao revisar o conteúdo simbólicamente presentes nos Mitos, a humanidade retoma algo ignorado em prol de uma busca insaciável pela Emancipação Racional (TIM MAIA) desde Aristóteles consolidada com Herr Hegel. Eu não conheço essas pessoas, e nem falo "em prol", em meu cotidiano, mas esta é uma experiência poética em plena pane pandêmica, o circuito humano está mais restrito às redes de comunicação e mais amplo, estamos enxergando as possibilidades de mudança e adaptação, a real globalização em redes de ajuda a problemas obscurecidos pela falta de informação. Mas a informação absoluta não provê experiência e aprimoramentos possíveis, o drama da má distribuição política bate na panela da pia e seca a garganta, percebemos o nó complexo da Matrix.
A contracultura vem aproximar identidades e se posicionar. Pois a libido e o prazer devem de estar escoando pra algum lugar, o prazer humano está no Outro. Talvez no mundo sem preocupações ue teve de enterrar num mito ou numa figura materna, e teve ue então sublimar em outras espécies de agressividade. Então o inconsciente e a sombra (aspectos femininos: passageiros, misteriosos, existênciais de vida ou morte, o cambiar sinistro em meio a escuridão etérica) começam a aparecer novamente no imaginário Cultural*, vamos dizer dessa galeria onde as Ideias Bases (Archetipos), algo supostamente virtual entre mortais pensantes, uma rede conectiva à semelhança de um software integrando aspectos sintéticos da Cultura, seja este Mundo Modelo, um mundo exemplar ou mundo elementar, mas dentro da capacidade da receptividade neuronal. O Homem como medida de todas as coisas, sofismo clássico, passe a valer.
Na ontologia, Parmênides dizia: a verdade é uma, o Ser é imutável; Heráclito dizia: não se pisa no mesmo rio duas vezes; em outro ponto, Pitágoras, filósofo e matemático, conectava o Cosmos de maneira "bio geométrica" e explicava a existência através dos números; Platão, vai nomear uma khora para ter um terceiro princípio além do Real e Imaginário, (talvez o teórico). Vocês sabem do que estou falando.
Sabem do que estou falando? Bem, a época racional justificou a humanidade a diversas coisas bárbaras em diversas culturas, incluindo a exploração de outras raças em diversos níveis, o sujeito de desempenho.*, e agora começa a se perceber a simbiose dos eventos, ao conecta-los com Mídia e Exposição, uma transparência de tendências nos dá uma nova ferramenta de investigação sobre a nossa própria condição. Com a amplitude da consciência de tal mundo, a arte "desartificou"*, assim como a história "desistoriou".
"Politicamente falido, o liberalismo também é intelectualmente falido. As ciências a que ele deu apoio, uma vez confiantes em sua capacidade de dissipar as trevas dos tempos, não mais proporcionam explicações satisfatórias para os fenômenos que pretendem elucidar. " (FALÊNCIA INTELECTUAL, DECADÊNCIA HISTÓRICA)
"Talvez minha função mais útil seja livrar (os estudantes) do fascínio da história, ajudá-los a ver a irrelevância do passado, lembrar-lhes com que medida limitada os seres humanos controlam seus próprios destinos." David Donald
"Ganancioso, no sentido de que seus desejos não tem limites, ele não acumula bens e suas provisões para o futuro, como o fazia o ganancioso individualista do século dezenove, mas exige imediata gratificação e vive em estado de desejo, desassossegada e perpetuamente insatisfeito. .. O narcisista não se interessa pelo futuro porque, em parte, tem muito pouco interesse pelo passado." LASH
"O desencanto com as burocracias governamentais começou a se estender também as burocracias empresariais - os verdadeiros centros de poder na sociedade contemporânea."
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